01 maio 2017

70 Perguntas sobre anime

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Eu realmente sinto falta de responder tags! Aqui vão setenta perguntinhas sobre anime. Algumas são bem sem sentido ou repetitivas, mas mesmo assim foi muito divertido. Estou pensando em adaptar essa tag pra mangás, porque aí sim é a minha área.
E então, vamos conferir?

Falando sobre SebaCiel

4 comentários:

Esta é uma postagem polêmica, na qual eu menciono alguns fatos sobre Sebaciel. Obviamente, contém spoilers — o aviso foi dado. Se você shippa SebaCiel e quer prosseguir, por favor, seja civilizado e não me xingue nos comentários. Eu estou sempre disposta a conversar e trocar ideias, e você pode me dar o seu ponto de vista!
Outra coisinha. Eu não detesto o Sebastian e o Ciel só porque menciono os defeitos deles na postagem. Eu também não detesto os shippers de SebaCiel. Pra completar, eu sou uma incontrolável shipper de yaoi e definitivamente não odeio minhas irmãs fujoshis (embora eu não goste de usar esse termo, por causa do significado preconceituoso). Essa postagem não foi escrita com o intuito de ser uma briga.
E então, vamos conferir?

21 março 2017

Duas

3 comentários:
A madrugada, escura e silenciosa, não está adormecida.
A madrugada é algo vivo, pulsante, misteriosamente gerada pela rotação da Terra em torno de seu próprio eixo.
O relógio marca uma da manhã. Em breve serão duas. O tempo circulará até o início, e raios preguiçosos de sol iluminarão um novo dia. Um dia que já foi vivido, em algum lugar no tempo.
Agora, apenas a madrugada importa. Ela sussurra, curiosa, e abandono o sono que pesa minhas pálpebras. Cada fibra do meu ser trabalha em conjunto para obedecer ao impulso súbito de escrever.
Madrugadas são truques de luz, as primeiras horas de um dia que todos estão cansados demais para apreciar. Madrugadas são famintas por sonhos e sedentas por aventura. Ela traz consigo fenômenos paranormais, suicídios inexplicáveis e amores proibidos. E, se você dormir, não poderá escutar seus sussurros.
Eu não durmo. O relógio marca uma da manhã, e em breve serão duas. Talvez eu adormeça encarando a tela semi-preenchida, idealizando um futuro incompleto. Talvez eu cochile apenas o suficiente para acordar ao nascer do sol. Talvez eu jamais durma.
Soa pretensioso e maravilhoso e, contra todas as probabilidades, eu quero testar. A adrenalina da possibilidade preenche e corrói — todas as coisas que podem ser feitas enquanto o ocidente dorme, todas as coisas que não podem ser feitas em qualquer outro horário. Loucuras e sutilezas, livros e chá e corridas e estrelas e vento e pessoas e estradas e o peso confortável de uma mochila nas costas.
Palavras também servem.
Palavras não são nada até que você dê sentido a elas. Sussurre em seus ouvidos e elas o serão. Palavras são taças esperando para serem preenchidas com vinho.
Eu as preencho. Dou sentido a elas. Como um artesão hábil entalhando um violino, reviro minha mente para produzir o efeito desejado. Eu sussurro, as palavras sussurram, a madrugada sussurra. Vibramos, pulsamos, existimos.
O relógio marca uma da manhã, e muito em breve serão duas. Trabalho com a força de um coração inquieto, que não pode dormir. Escrevo, sussurro, escrevo e escrevo, sussurros na mente, a madrugada dando sentido aos meus pensamentos, meus pensamentos dando sentido às palavras. E, talvez, as palavras possam dar sentido a algo mais.